A Oportunidade de Aprender #1 - O Amor

Olá a todos,

Hoje o nosso olhar vai contemplar um conceito, amplamente deturpado, o conceito do amor.

Enquanto seres humanos, possuímos algumas qualidades inatas, o amor, é uma delas. O amor, na sua verdadeira essência, permite-nos alcançar grandes mudanças dentro de nós próprios, e consequentemente, gerar relacionamentos de harmonia com aqueles que nos rodeiam. 

Quando somos capazes de interiorizar o verdadeiro amor, a raiva é algo que deixamos de ser capazes de sentir. O amor verdadeiro é aquele sentimento em que nos permitimos amarmos-nos a nós próprios, mas também, sentir amor pelos outros. 

Quando nos vemos numa situação em que buscamos esse amor no outro, significa que não somos capazes de ver os motivos que nos conduzam à nutrição do nosso amor próprio. Este amor próprio, está relacionado com a virtude de amor espiritual. Ao descobrirmos este amor, permitimos, que se crie, em nós, e no nosso entorno, um sentimento de confiança não condicionada, um sentimento de benevolência e de paz. É um estado de unificação, onde não há lugar para que exista, qualquer tipo de negatividade. 

Quando julgamos o outro, a virtude do amor, afasta-se do nosso campo energético, afastando-se de nós, das nossas vidas, dos nossos relacionamentos. Ao julgarmos estamos a dispensar o amor das nossas vidas, alimentando por sua vez, os sentimentos menos positivos, e que, infelizmente, nos afastam da nossa essência primordial, da força motriz da vida, ou seja, do amor. 

No que diz respeito ao debate de ideias, é natural, que todos tenhamos opiniões diferentes sobre diversos assuntos. No entanto, devemos desenvolver a capacidade de aceitar a opinião do outro (mesmo que não sejamos capazes de concordar com a mesma). Quando impomos a nossa opinião, estamos a nutrir, dentro de nós, a arrogância, logo, estamos, mais uma vez a afastar esse sentimento tão puro, tão nobre e tão essencial à vida, ou seja, o amor. 

O caminho para desenvolvermos o amor assenta na humildade, na compreensão, na compaixão. Esses são os ingredientes essenciais para que o amor seja, verdadeiramente nutrido, no nosso interior e consequentemente se torne, um reflexo nas nossas vidas.

As "novas teorias da espiritualidade" (que apesar de as respeitar, pessoalmente, pouco concordo com as mesmas) afirmam que nada do que é dito pelos outros está, de facto, relacionado connosco. Em parte, esta afirmação é verdade sim, no entanto, há uma questão essencial, um ponto chave que quem prega estas novas "teorias" se esquece com frequência. Um relacionamento, seja de que tipo for, é formado, no mínimo, por duas pessoas. Assim sendo, ambas têm uma responsabilidade que assenta na caminhada, na construção da própria relação. Vejamos, se eu agir como um agressor e, posteriormente, a pessoa agredida me chamar a atenção sobre isso, isto não tem apenas a ver com a forma como a pessoa se sentiu, mas também, com a forma como eu agi. Assim sendo, em parte a teoria de que "o que o outro diz tem mais a ver com ele do que comigo" é uma forma airosa de deixarmos de assumir as nossas responsabilidades, e mais uma vez, cairmos na armadilha da arrogância. Atenção às "novas" formas de olhar para as coisas, aos "novos" movimentos que se apresentam, que se tornam, de certa forma, propulsores de uma sociedade egoísta e arrogante, mascarada de "somos luz" e "emanamos luz" e passamos os dias a fazer "asneira" porque só olhamos para o nosso umbigo. 

A filosofia espiritual é algo milenar. É muito mais do que andarmos por aí a visualizar luzes e a crer que somos seres iluminados. A iluminação só se alcança com auto-conhecimento, tudo o que fuja disso, é apenas, uma forma de entreter a nossa mente (e ela adora estar entretida). Mais uma vez, o amor é a palavra de ordem. Para me amar necessito, primeiro, de me aceitar e para me aceitar, tenho que efectivamente, saber quem sou. Caso contrário, andarei a entreter os olhos, a mente, os sentidos, achando ser algo que não sou e procurando externamente, algo que deve vir, que tem de vir, obrigatoriamente, do meu interior.

Assim, sem excepção alguma, tudo depende da forma como nos predispomos a viver, a sentir, a executar, o que vai surgindo nas nossas vidas. A vida depende da nossa atitude interna. O nosso interior determina tudo, a forma como sentimos e consequentemente, a forma como agimos perante os desafios que vamos vivendo.

Gostaria também de deixar uma ressalva, de algo que tenho vivido ao longo dos anos. Não que seja mau, pois faz parte da minha aprendizagem, e por isso, sou grata pelo desafio. Costumo criar conteúdos, de certa forma, polémicos, e que não são aceites por algumas pessoas (o que faz parte pois cada um tem a sua verdade), no entanto, tive situações, de ser criticada em público e compreendida em privado. Isto serviu-me para ver o quão iludidas algumas pessoas andam, com as luzes brilhantes e o "serem luz" e "serem amor". Em público, julgam a tua parte mais humana "porque fica bem aos olhos do mundo" e em privado, compreendem a tua parte humana e partilham contigo, uma palavra de alento. Neste sentido, gostaria de firmar esta simples ideia:
Não enganamos ninguém na realidade. Tudo o que fazemos, serve apenas, para nos enganarmos a nós próprios!

Os relacionamentos que se baseiam na falsidade, não têm alicerces. São como casas construídas em cima de lama, não têm como prosperar, como crescer, como durar, pois inevitavelmente, um dia, afundam-se. É preciso entender que tudo tem uma polaridade, um lado positivo e um negativo. Todos os ensinamentos têm um papel nas nossas vidas, no entanto, quando existe toxicidade e as coisas tornam-se nocivas, é o momento de distanciar, de seguir em frente, porém com paz e com amor, no coração, pois apenas desta forma, o conflito dilui-se, naturalmente. Não é necessário que alimentemos o ódio, a raiva, o rancor. Se não serve o nosso propósito devemos apenas distanciar, deixar ir, libertar e aceitar a naturalidade da vida e tudo o que isso implica. 

Se alguém for rude comigo, tenho duas hipóteses, ou respondo à letra e fomento o aumento da energia negativa ou permito-me a relativizar as palavras ouvidas, atribuindo-lhe um valor relativo. As discussões existem, apenas, quando as duas partes permitem a mesma. Com isto não quero dizer que não falemos (pelo contrário é essencial que expressemos o que sentimos) no entanto, não precisamos de o fazer num tom de acusação, pois no fundo, todos estamos neste plano, pois estamos todos, a aprender...

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Petra Silva (Mytic Soul)





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