A Oportunidade de Aprender #2 - O Medo

Olá

Espero que estejam todos bem! 😊

Hoje vamos falar um pouco sobre o medo 😖 mas vamos falar dele com amor 😉

O medo é uma emoção e esta faz parte da nossa programação biológica. O medo pode significar a diferença entre "viver" ou "morrer" pois, perante o perigo, temos uma reacção fisiológica que nos incita a fugir ou combater. Este processo está ligado às hormonas que são produzidas em resposta a esta emoção (medo).

A nossa mente não consegue distinguir entre o que é real e imaginário. Por exemplo, ao vermos um filme, podemos sentir medo (mesmo que conscientemente saibamos que o que estamos a ver é algo que está do lado de lá da tela e não nos vai atingir). Imaginar um cenário que, por alguma razão, nos assusta, gera, por momentos, um sentimento de medo, no entanto, o medo não é real, pois surgiu como resposta a um pensamento e não a um acontecimento propriamente dito.

Em termos energéticos, o medo cria uma frequência, que estranhamente ganha força e acaba por gerar uma atmosfera baseada em sentimentos negativos (associados a pensamentos que acompanham a ideia do medo). Ao ficarmos inundados desta frequência, condicionamos as nossas vidas em todos os sentidos pois quem domina as mesmas é o medo.

Por ser uma emoção tão básica e ao mesmo tempo, tão forte, o medo, é efectivamente uma das melhores formas de conseguirmos controlar algo ou alguém. A sociedade controla-nos através do medo. Entre as diversas formas de medo, temos algumas básicas:

  • Medo relacionado com a pobreza/ sustentabilidade (trabalho, habitação, alimento)
  • Medo de não ser capaz, medo de falhar
  • Medo de não ser "bem visto" ou aceite
  • Medo do abandono
  • Medo da solidão
  • Medo do desconhecido
  • Medo de ter medo
O medo como controle exerce um efeito "único" sobre as massas. Por medo, as pessoas podem não fazer o que sentem, não por não o desejarem, mas por recearem as consequências que possam advir, de determinada escolha. Assim, por medo, muito deixa de ser, efectivamente feito... 

O medo condiciona de forma determinante o comportamento individual e, consequentemente, o comportamento social. É por medo que mantemos o que conhecemos, pois naturalmente, enquanto seres humanos, temos medo da mudança, temos medo daquilo que desconhecemos. 

Somos, desde cedo, ensinados a ter medo. É uma forma de controlar comportamentos, portanto, continua a ser usada, como "modelo educacional". Enquanto continuarmos a fomentar o medo, inevitavelmente, ele irá estar presente na consciência de todos nós e, consequentemente, na consciência colectiva. 

A arrogância, nada mais é do que uma resposta ao medo. É a forma que temos (enquanto humanos) de camuflar os nossos medos mais interiores, a nossa ameaça de aniquilação, a nossa noção de insuficiência. 

Devemos procurar a linguagem oposta ao medo. Devemos fomentar a possibilidade de nos tornarmos seres conscientes. Para que seja possível desenvolver qualquer tipo de destemor é essencial que tenhamos presente, na nossa conduta, os princípios básicos da verdade, da honestidade e do respeito. O destemor é uma qualidade que deve ser desenvolvida, para que sejamos, realmente seres livres. Apenas trabalhando nesse sentido é possível alcançar a plenitude, a liberdade de viver sem medo, sem condicionamentos que nos aprisionam aos velhos costumes, pensamentos e comportamentos. 

Passamos uma vida inteira a temer. Deixar de o fazer não é algo simples, nem algo que aconteça, do dia para a noite. Exige uma compreensão maior, uma aceitação da vida, tal como ela é. Exige uma estabilidade interna, uma harmonia mental.

Quando assumimos uma posição de coragem, o medo, é automaticamente vencido. Obviamente que devemos analisar sempre as situações, o que existe de facto como resposta. Depois de descobrirmos a forma que permite "resolver" ou pelo menos, conferir uma "resposta melhor" à situação, devemos seguir em frente e encorajar os outros a fazerem o mesmo nas suas vidas. O medo aprisiona, condiciona, restringe os movimentos. A liberdade assenta na coragem de sermos, de sentirmos e de agirmos. Na oportunidade de vencermos as nossas dificuldades individuais e de conseguirmos, enfrentar qualquer situação que ocorra na nossa vida. 

Para libertar o medo é necessário que haja entendimento, conhecimento, aprofundamento dos temas que nos assustam, que nos amedrontam. É necessário que cultivemos a nossa mente com coisas positivas. É indispensável que larguemos o passado e deixemos de "projectar" o que aconteceu, no nosso futuro. É essencial trabalhar o desapego, fomentar o amor e ter, uma consciência limpa, transparente, que expresse, o melhor que existe, no interior de cada um de nós. 

Todos tememos muita coisa, a aprendizagem é exactamente essa, deixar de temer. Ao temer algo criamos um padrão energético, uma frequência negativa. Ao pensarmos demais num problema, ao final de algum tempo, em vez de um problema, temos cinquenta. É essencial que nos foquemos na solução e não no problema. É indispensável que tenhamos fé, fé nas nossas capacidades. É preciso que tenhamos entendimento, que tenhamos alguma ideia de como funciona o mundo, de quais são as Leis Universais que regem o mesmo. É necessário que deixemos, fundamentalmente, de temer, a mudança. 


O medo pode ser um grande entrave, no entanto, pode ser, também, o nosso grande aliado. Consideremos um ataque de um animal feroz, por exemplo. O mecanismo fisiológico do medo pode fazer a diferença entre a vida e a morte, e por isso, é um importante mecanismo de sobrevivência. No entanto, não devemos deixar que o mesmo condicione, a nossa vida, limitando-nos. Impedindo-nos de viver, a nossa própria liberdade.

💜
Petra Silva (Mytic Soul)




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