A Treta do Costume!
Nada é perfeito como todos sabemos. No entanto, é a cada gesto teu que tudo muda, tanto para um lado, como para o outro, como sempre, é uma questão de escolha...
Soltam-se os prisioneiros, muitos deles para irem viver para as ruas, sem dinheiro, sem tecto, tendo como resposta, a marginalidade que tão bem conhecem. Dissolve-se um problema para se arranjarem outros, pois muitos dos que foram libertos não têm forma de sustento. Tanto ou tão pouco fizeram, que não existem familiares que os possam apoiar/suportar. Acabou-se o "contágio" nas prisões e começaram as disseminações pelas ruas, e assim, se vive a pandemia no nosso belo Portugal.
Apoiamos a entrada de refugiados, porém, os mesmos são alojados como "animais" ( muitos vivem com melhores condições), mesmo em tempo de crime de propagação de doença contagiosa, mantêm-se 200 homens em 40 quartos, no coração de Lisboa. Debaixo da vista de todos, mas escondidos, atrás das paredes, onde ninguém os vê.
Ser "bom samaritano" em troca de mão de obra barata, não é generosidade, é escravatura!
É vergonhoso, é desleal!
É o racismo escarrapachado de forma tão subtil que passa bem dentro do "socialmente aceite" até que o Covid-19 se apresenta e a máscara cai...
Mesmo podendo parecer cruel, aceito melhor os países que assumem as suas posições pois pior que o agressivo é aquele que ataca pela calada. Quando se assume, sabemos com o que contamos, quando se esconde, de forma repentina, tudo pode parecer muito pior do que "ideologicamente" é feito crer que o é.
Quantos mais seres humanos, alegadamente acarinhados no nosso Portugal, vivem em condições deploráveis, desumanas, discriminatórias?
Quantos mais homens existem que devido ao seu doloroso passado, sentem-se gratos, pela miséria que lhes é dada, pois já viveram pior?
Os "senhores do poder" dessas "fraquezas" se aproveitam, e assim, acolhemos refugiados, no coração de Lisboa...
O mais "giro" desta trapalhada toda é que isto não pode ser considerado crime!
Apenas podemos apontar a questão da "propagação de doença contagiosa" porque o resto não dá "jeito", aos engravatados, aos racistas disfarçados que perante as câmaras, a sociedade e o mundo, demonstram um coração falsamente bondoso. Discursos que encantam os ouvidos dos mais empáticos e assim se vai enganando todo um povo. Ilude-se o povo Português e também aqueles que a este país chegaram, em busca de acolhimento.
Os cuidados de saúde das restantes patologias das quais padece a nossa população foram esquecidas, como se existisse exclusivamente uma doença no mundo, a covid-19. Em vez de se separar os departamentos, descuram-se cuidados, e colocou-se a população em risco eminente de colapso, pois os cuidados de saúde escasseiam.
Não se morre "tanto" de covid-19 pois o "isolamento social" é respeitado. Morre-se do medo de apanhar esta doença, pois muitos deixam-se vencer pelo medo, e não procuram os cuidados desejáveis para a sua saúde...
Finalmente acordaram para a questão das vacinas, para os cuidados de saúde preventivos que fazem parte de uma vida em sociedade. Finalmente se apela ao recurso à vacinação dos bebés e crianças, finalmente se apela a recorrer ao SNS em caso de outras doenças, quando deveria ter sido, tudo isso assegurado e explicado à população, desde o dia zero. Pois a base de um problema não pode ser apenas resolver o mesmo, e sim evitar, o surgimento de situações paralelas que incorram inclusive no risco, de afectar o problema primário, o qual se tenta "resolver".
Muitos serviços do SNS e clínicas privadas foram encerrados. As respostas para os utentes são escassas pois as prioridades são outras, e a batata quente vai sendo passada de mão em mão.
Certamente que a autoridade de saúde sabia que as outras doenças não iriam desaparecer milagrosamente com "medo" do SARS-CoV2. O Covid-19 é apenas um vírus e não um exterminador implacável e muito menos, um salvador universal...
As devidas precauções foram descoradas, os serviços deixaram de ser assegurados. Foram adiados exames, cirurgias, e diversas outras situações, por resposta a um "mal maior". Foram descartados os cuidados de saúde aos quais, todos deveríamos poder ter acesso.
Mais uma vez falamos das escolhas às quais nós, comuns mortais, nos encontramos sujeitos, pois ultrapassam a nossa vontade, pois no centro de saúde ninguém atende, pois no centro de saúde, não há resposta, pois o Covid-19 anda "à solta em Lisboa"...
Portugal somos todos nós. Somos nós, o povo, que fazemos deste país aquilo que ele é aos olhos do Mundo, um milagre. Isso deve-se a quem somos, ao sangue que nos corre nas veias, ao batimento generoso do nosso coração. O coração que se sacrifica, baseado nas escolhas daqueles que deveriam, de todas as formas, garantir, o cumprimento dos nossos direitos. Contrariamente a estes direitos, temos deveres. Temos o dever de pagar impostos, o resto é outra história!
Somos o povo que compreende, que respeita, que acata, que cala, e que espera pacientemente pela mudança que nunca chega...
Somos o povo que a cada dia, continua a ser desrespeitado pelo ego abonado dos governantes que comandam a navegação da caravela portuguesa.
A União Europeia ou devemos dizer antes Desunião Europeia?
Mais uma para juntar à festa...
No fundo somos UE para umas coisas, para outras, não dá assim tanto jeito...
A situação económica não é resultado dos hábitos de "bon vivant" dos portugueses, é o reflexo do surgimento de uma pandemia, e quem vai sofrer com isso, é claramente o povo, para não destoar no resto...
As creches privadas no nosso pais, continuam a exigir as mensalidades, mesmo não estando em funcionamento. Os pais, esses têm de pagar, porque o governo, coitado, esse nada pode fazer ...
A responsabilidade é dos país, pois não tivessem tido filhos!
Neste momento, não dá jeito nenhum falarmos de políticas de natalidade, até porque a taxa de mortalidade está a aumentar e por conseguinte deixa de fazer sentido...
Assim sendo, são os pais no desemprego, em layoff que têm de garantir o pagamento de um serviço que não é prestado, pois infelizmente, o governo serve apenas para decretar o aumento de impostos (que não tardará a ser apresentado ao povo).
O povo Português, esse que perdeu o que tinha nesta pandemia. O povo sim, pois é o povo que gera riqueza ao país. Não são os ricos, são os que trabalham, são os que perdem, são os que têm culpa por não terem mais porque o estado, esse nada perde...
Por muito que não haja facturação, para os impostos não pode faltar, os trabalhadores que se lixem, mas que se lixem a pagar os impostos, pois isso é que conta, para a manutenção dos cofres do estado e dos ordenados milionários dos políticos, dos deputados. O vencimento passou a ser um problema do trabalhador, já os impostos mantêm o seu estatuto de obrigação democrática!
Temos apoios para as empresas, claro que sim, criam sempre soluções para criar mais problemas!
A oferta de um endividamento maior do que aquele que as bolsas podem comportar, é a resposta daqueles que nos governam. A facturação é uma miragem, em tempo de "quarentena" e o endividamento a "perfeita solução" apresentada. Excelentes ofertas para os empresários se enterrarem cada vez mais, para fecharem cada vez mais empresas, para irmos cada vez mais fundo, porque o povo pode, porque o estado precisa... Porque em 2020 há um aumento aproximado de 30% de insolvências, quando comparado ao primeiro trimestre do ano anterior, mas ainda há muitas mais que podem encerrar portas, mas isso, é um problema dos empresários, dos proprietários e claro, dos trabalhadores...
A escola está fechada, o ensino em casa tem de continuar, o governo lança uma excelente iniciativa...
Onde andam os Magalhães??? Alguém que saque um da cartola!
A realidade, infelizmente, é que nem todas as crianças têm os recursos necessários para assistir às aulas, então o governo traz uma solução. Arrancou na segunda-feira passada algo semelhante ao que existia em torno dos anos 60 (claro que com as suas diferenças). Num tom algo romântico, as mesmas decorrem na RTP Memória à velocidade da duração da aula, portanto, se não houver forma de rever a mesma, dificilmente se "apanha tudo". Para rever as aulas, é necessário a existência de um de dois recursos (uma box para repetir a aula) ou acesso à net, e adivinhe-se, voltamos ao problema inicial...
Ou os alunos apanham as aulas, ou têm recursos, ou ficam na mesma pois o estado, esse fez a sua parte...
Os recursos vão aparecendo, mais uma vez, graças ao povo, ao solidário português, a quem são feitas constantes petições para ajudar quem mais precisa. Quanto ao estado temos o silêncio e a fantástica oferta ao endividamento, aquele que serve, naturalmente, os propósitos do estado. Salvaguardam-se algumas câmaras municipais, que mais ou menos atempadamente, demonstraram alguma disponibilidade para auxiliar, esta situação....
É necessário o uso de máscaras para que seja "seguro" andarmos em espaços fechados.
Onde elas andam?
Ninguém sabe. E o preço que ascendem é astronómico, porém, o português que o pague, pois é preciso "para o seu próprio bem"...
O Português que coma menos um pouco, evitando assim a obesidade, porque neste momento, está tudo ocupado com o Covid-19 e não há tempo para se tratar das restantes patologias, há que evitar...
Façam dieta, e comprem máscaras, um conselho deveras democrático!
As consultas no privado, nas poucas clínicas que se mantêm no activo, começam a entrar em especulação tal como as máscaras, as luvas e álcool. Agora além de se pagar as consultas, paga-se também o material de protecção dos profissionais de saúde (o que se calhar faz sentido, uma vez que os produtos foram alvo de considerável aumento e certamente 60 euros não chegam para cumprir os 10 minutos gastos pelo médico, a disponibilidade da sala para consulta, o material de protecção individual e as contribuições ao estado).
Continuamos a viver num mundo onde a pandemia não muda nada, não ensina nada pois o Ego humano nada quer aprender, pois para ele a mudança, é uma ameaça constante.
Com isto não pretendo acusar nem todos nem nenhum dos governantes, pois muitos fazem o que podem, porém, com uma certa ingenuidade...
Não quero acreditar que nada se aproveite da humanidade que existe por baixo de gravatas de centenas de euros, de malas de milhares de dólares e de autenticas obras de arte expostas nas cabeleiras das senhoras do poder...
Por não querer crer num cenário de brutal máfia engravatada, classifico de ingenuidade o achar que a pandemia não chegaria a Portugal, o pensar que a China continua a ser o mercado mais viável para a compra de equipamentos de protecção individuais e ventiladores...
Possuímos uma indústria capaz de tudo fazer, com a orientação certa. Tenho a certeza, de ser algo existente, na nossa população, na engenharia do nosso país. Somos o povo do desenrasque e essa capacidade, nem os impostos a tiram! Podemos trabalhar na adaptação das máquinas de produção de determinados produtos. Podemos ajustar, modificar, optimizar de alguma forma, para que pelo menos, nesta fase, consigamos ser auto-suficientes na produção do que necessitamos para Portugal e para os Portugueses (os nascidos e os que adoptaram este país como a sua casa).
Precisamos de produção nacional, de economia nacional, e compramos equipamentos ao estrangeiro porquê??????
Há coisas que prefiro chamar ingenuidade, pois também eu tenho coisas que sou ingénua...
Vivemos épocas de ditadura, segundo reza a História. Não sei o que isso foi pois nessa época ainda não era viva. Calculo que tivesse sido bastante complicado sobreviver num mundo onde a informação era controlada a cada milímetro, onde a censura era palavra de ordem. No entanto, a realidade é que continuamos a viver numa ditadura. Embora esteja, disfarçada de democracia também ela é ditatorial.
Estamos todos forçados a uma "quarentena" algo pomposamente chamado de "distanciamento social". Muitos de nós não estão com os familiares, por respeito às orientações, por amor aos que da sua vida fazem parte, por medo, de fazer algo errado.
Muitos de nós não facturam, pois não há forma de se facturar em determinadas áreas, e continuamos a cumprir, pelo bem maior de todos nós.
Nos dias em que houve restrição de circulação entre concelhos, fomos impedidos de nos deslocarmos (por exemplo a um supermercado mais acessível por ter parque de estacionamento) e fomos confinados a ir ao mais próximo da nossa residência, mesmo que isso implicasse acartar com os sacos. Ainda existe (por muito que esteja camuflada) a noção de que o povo tem de trabalhar, pois o conceito continua a ser este, mesmo de "quarentena" tem de ser duro, porque é essa a essência daqueles que se escravizam para o crescimento de um país.
Dia 25 de Abril, a Assembleia da República vai realizar as cerimónias para "turista ver". Aquelas que ficam bem, mesmo tendo entre os convidados, personagens que contemplam mais de 70 anos de idade, porque é o dia da Liberdade e a pandemia que se lixe!
Correu uma petição (que assinei com todo o gosto) a pedir o cancelamento das cerimónias do 25 de Abril. Reunimos até ao momento em que escrevo, 108.701 assinaturas, que de pouco ou nada servirão, pois o senhor que está na AR é que sabe. Pois é impensável a não comemoração do "Dia da Liberdade", pois, segundo o mesmo, o estranho seria não comemorar o "25 e Abril" numa altura, em que curiosamente, ninguém consegue viver, em liberdade.
Deixámos de ser Fátima, Futebol e Fado pois o santuário está encerrado, os estádios e concertos também. Não há celebrações religiosas, missas, casamentos, baptizados e funerais. Não há ligas, campeonatos nem jogos de futebol, os profissionais treinam em casa. Os fadistas estão em isolamento social e não há forma de se manter o povo dentro do padrão dos 3 F´s.
A ditadura acabou no sentido em que posso escrever mais do que podia em 1974. Este texto seria censurado automaticamente e nunca o chegaria a publicar, no entanto, apesar de assim já não o ser, a informação continua a ser dominada e censurada, naturalmente, em diferentes moldes. Apenas sabemos o que querem que saibamos e vivemos assim, numa ditadura disfarçada sobre o "conceito" de democracia. A liberdade é algo que não existe enquanto todos formos escravos do sistema em que vivemos.
Ditadura disfarçada é o que pomposamente se chama de Democracia em Portugal, onde não se pode passar por cima das comemorações do 25 de Abril mas pode-se passar por cima dos Portugueses, dos seus sacrifícios, das batalhas que travam todos os dias, e muitos, a um custo tão elevado que nem no pior dos pesadelos dos políticos ( que se preocupam com as céleres comemorações) seria uma miragem que tivesse lugar.
Enquanto vivermos desta forma teremos o Covid-19, o 30 e o 35 até ao dia em que algo dizime por completo a humanidade pois esta é a verdadeira responsável, pela sua própria desgraça!
No dia em que todos estejamos dispostos a mudarmos verdadeiramente , aí sim, teremos liberdade...
💜
Petra Silva
(Mystic Soul)

Comentários
Enviar um comentário